Aprendendo
a Perdoar
Perdoar
alivia, diminui o sofrimento e
melhora
a qualidade de vida.
Perdoar
é caminhar através da dor.
É
aprender a conviver com o imperfeito e aceitar o outro como ele é:
um ser
humano e não divino, alguém que pode pisar na bola.
Pode não
cumprir o que se espera dele.
Para perdoar
é fundamental enxergar o outro como um todo.
É
preciso separar o erro que foi cometido daquilo que é maior naquela
pessoa.
Ele cometeu
um erro, nao é o erro.
A capacidade
de perdoar nao é um talento nato,
é
uma coisa que você desenvolveao longo da vida.
Quanto
mais madura a pessoa é, mais capacidade ela tem de perdoar.
As pessoas
amadurecidas toleram mais, entendem mais o que é
um relacionamento,
o que pode esperar da outra pessoa.
Quem nunca
perdoa com certeza está sofrendo.
Deve ter
uma série de situações do passado que não conseguiu
resolver.
Com o tempo,
foi ficando dura, inflexível. É preciso se exercitar
para manter
a capacidade de perdoar.
O perdão
é importante pata o bem-estar mental, sim.
O Perdão
tem a ver com qualidade de vida, com estabilidade emocional.
Tem gente
que não perdoa e continua remoendo a situação por
muito tempo,
mesmo quando
o outro já mudou de vida, ou nem está mais aqui.
Essas pessoas
colocam no outro a culpa por toda a sua infelicidade.
Isso ocorre
muito: a pessoa cria um algoz, um sequestrador,
alguém
que é a causa do seu sofrimento.
Se conseguir
perdoar sai do cativeiro.
Existem
passos para chegar ao perdão.
Um dos
exercícios mais importantes é se colocar no lugar do outro.
No caso
de uma traição por exemplo, a mulher pode tentar se colocar
no lugar
do homem e ver o que aconteceu, pela perspectiva dele.
Pode ser
que tenha sido um deslize, um impulso,
uma outra
necessidade que le foi suprir.
O que aconteceu
pode ter a ver com a história anterior dele
com outras
relações amorosas, com desejos inconscientes,
coisas
que às vezes nem o outro entende.
Outra coisa
importante nesse exercício é perceber
como o
outro está te vendo. Com certeza você está se sentindo
traída,
mas é possível que ele também esteja.
Entender
isso pode ajudar no processo.
Às
vezes a pessoa não perdoa porque, quando olha o outro, só
enxerga dor.
Esse é
o problema.
Se tudo
que ela enxerga no outro é dor, é porque a dor é dela.
A atitude
do outro pode ter reavivado essa dor, mas o sentimento
sempre
esteve ali. Existem várias pessoasque puderam perdoar
porque
localizaram a origem daquela mágoa.
Daí
entenderam como essa dor chegou e se instalou com tanta força.
Não,
não é necessário perdoar sempre.
As religiões
defendem isso. Mas existe também um compromisso com a vida.
A autopreservação
é o mais importante.
Quem perdoa
o tempo todo, sem parar, pode provocar um estado
de humilhação
prejudicial à sua auto-estima.
Antes de
mais nada, qualquer pessoa tem que se respeitar como ser humano.
Existem
coisas impordoáveis, e elas são diferentes para cada pessoa.
É
preciso respeitar esses limites.
O perdão
pode ser só interno ou precisa ser colocado para fora.
Existem
situações em que é preciso externar o perdão.
Se você
não diz que perdoou, o outro pode continuar se sentindo culpado,
e fica
difícil retasbelecer um vínculo. Em outras ocasiões
quando não existe
chance
de reconciliação, o perdão não precisa ser
externado.
Na hora
que perdoa, sente um alívio que tem a ver com ela, não com
o outro.
É
como se tomasse um banho.
E aí
pode tocar a sua vida de um jeito melhor.
Luiz
Cuschnir
°
Psicoterapeuta °
Autor do
livro: Bastidores do Amor
( Editora
Alegro )
