
Monólogo Interno
Pessoa de poucas
palavras
Sou em discurso,
no entanto
Não
deixo esconder-se o pranto
Quando em mim
tuas unhas cravas.
Choro de dor,
não de espanto
Quando me queimam
tuas brasas,
Quando tua
raiva extravasas
Sobre o meu
tímido canto.
Não me
surpreende a amargura
Que usas como
tortura
Para calar-me
a alegria.
O que me causa
surpresa
É ver
que vejo beleza
No sofrer do
dia a dia.
Monólogo
Interno - Silvia Schmidt
*Humancat*
Dir. Aut. Reserv.
