
Quando
um poeta se cala
Para
sempre e deixa a vida,
Ouve-se
a voz dolorida
De
um verso levado à vala.
E
uma poesia perdida
Vê-se
na estrada, sem mala
Para
guardar o que fala
E
o que sente - sem guarida.
Quando
um poeta nos deixa,
Fica
uma brecha, uma queixa,
Resta
um adeus sem acenos.
O
mundo fica mais triste,
E
o céu em dizer persiste
Que
é Deus nos falando menos.
