A menina
de cinco anos
balança
sua alegria
na corda
atada
nos galhos
da mangueira.
Ela não
suspeita
de outra
corda:
a mulher
de cinqüenta
que desafia
o abismo.
A menina
está feliz
com a inocência
de seu
instante;
no entanto
desconfia
desse abismo
de plumas
de temível
doçura...
Então
fia e desfia
a seda
do rio do tempo
que retorna
sempre...
A mulher
de cinqüenta
atravessa
o espelho
e dialoga
com o caos.
Ela quer
provar o saber
e o sabor
de todos
os homens
e mulheres,
mas só
consegue beber
o
olho azul do dia
na taça
que transborda
esse
sol de inverno...
