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Sou do tipo
que se ostenta cheio de vaidade,
Quando
me digo forte, dura e corajosa,
Quando
debocho de mulher chorosa,
E digo
ser o pranto uma banalidade.
Espalho
que acredito na felicidade
Da mulher
só que sai toda garbosa,
Como se
fosse perfumada rosa
Lançando
aos ventos cheiro e liberdade.
A sós
comigo a coisa é diferente:
Olho no
espelho e vejo o quanto mente
A minha
boca cheia de saudade.
Com meu
vazio eu parto para a cama,
Nela eu
'desmancho' a mentirosa dama,
Que lá
deitada chora ... e de verdade!

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