Quando eu
morrer, não chorem por favor!
Quero alegria,
pássaros cantando,
Nuvens
no espaço, claras, me esperando,
Sob um
purpúreo céu encantador.
Não
quero solidão, nenhuma dor,
Nem cânticos
fúnebre pernoitando!
Quero a
saudade no meu quarto andando
Quando
eu, aos poucos, for perdendo a cor!
Em vez de
velas pálidas, chorosas,
Quero um
buquê belíssimo de rosas
Todas vermelhas
sobre o corpo meu!
No cemitério,
a última jornada,
Escrevam
numa lousa desbotada:
Viveu sonhando...
Descansou... Morreu!
