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Noites de
lua, de fantasmas, de garoa,
Já
não suporto vossa companhia.
Quero acordar
no clarear do dia,
Pisar em
chão molhado, em terra boa.
O tom da
meia noite já me soa
Como prenúncio
de melancolia,
E cada
hora corre tão vazia,
E este
silêncio escuro me atordoa.
Eu quero
ouvir o canto de avezinhas,
Que pelos
ares nunca vão sozinhas
Como sozinha
eu vôo treva a fora.
Eu quero
pelo sol ser abraçada,
Caminhar
pela rua, libertada
Pelo clarão
da abençoada aurora!
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