A chuva
que bate fina, chocando com o pára-brisas
O limpador
num vai e vem no compasso do meu coração
Com aquela
batida monótona, seguindo o ritmo das horas
Numa nostalgia,
do cair da tarde cinzenta
Na impaciência
do trânsito infernal
Há
de convir que o momento não é de um clima anormal
Porém
pensamentos e sonhos, não escolhe lugar e local
Uma tristeza
imensa , se abate sobre mim
E faz a
tarde, mais triste mais cinzenta
E dá
aquela vontade de sair na chuva
Com a ilusão,
de que ela pode entrar nas minhas entranhas
E limpar
toda a magoa todo o ressentimento, toda a raiva
E assim,
eu possa me tornar novamente, um ser ingênuo sem maldades
E poder
acreditar no mundo, nas pessoas e principalmente no amor.
