Não
amo a cor dos olhos,
amo o olhar.
Não
amo a brancura dos dentes,
amo o sorriso.
Não
amo o contorno dos lábios,
amo o beijo.
Não
amo o formato dos braços,
amo o abraço.
Não
amo o alongado dos dedos,
amo a carícia.
Não
amo as curvas das pernas,
amo o andar.
Não
amo o volume dos seios,
amo o aconchego.
E que bom
não seja isto uma escultura,
seja apenas
um poema à-toa.
Porque não
amo um corpo,
amo uma
pessoa.
