No fim de
um dia triste ela achegou-se,
Desfez a
mala sem pedir licença.
Só
trazia consigo a noite densa,
Seu vulto
nada tinha de um ser doce.
Mergulhados
na treva que ela trouxe,
Os dois
somos um só, sem diferença:
Nada mais
há que ainda me pertença,
Meu ego
muito rápido eclipsou-se.
Vai matar-me,
por certo, essa velhaca,
A menos
que me reste dignidade
Para lhe
dar um basta e dizer não.
Minha alma
agora ostenta nova placa:
- " Não
se aproxime desta propriedade,
Que pertence
à Senhora Solidão ”.
