És
brisa.
Beijas-me
o rosto com carinho,
enches de
perfume o meu cântaro
e balanças
as flores para meu enlevo.
Graças
a ti, sou sensível.
Sou vento.
Varro o
ruim de teus dias,
derrubo
as torres da tua angústia
e te ponho
arejada com meus sopros.
Graças
a mim, transpareces.
És
chuva.
Alagas minhas
comportas,
fertilizas
meu solo estéril
e me libertas
de nódoas acumuladas.
Graças
a ti, refloresço.
Sou fogo.
Cozinho
tua esperança em fogo brando,
ilumino
teus dias tristes
e aqueço
tuas noites de inverno.
Graças
a mim, és radiante.
Tu e eu,
metades
que se precisam
e que, juntadas,
se amalgamam
num todo
indivisível.
