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E dizer, mulher, que te julgaram provinda da costela tortuosa do homem, como um subproduto do macho, a quem deves servir em respeitoso silêncio.
E dizer, mulher, que te compadeces das limitações do teu consorte, frágil espécime que se finge senhor só para te subjugar, medroso.
E dizer, mulher, que fraca te aparentas, tu, parte mais forte da estrutura humana, para que teu companheiro se sinta invencível, robustecido pelo teu aplauso.
E dizer, mulher, que, no rolar dos séculos, escondeste habilmente a tua força intrínseca para que os varões do teu convívio não se sentissem confrontados com sua fraqueza.
E dizer, mulher, que, com superior humildade, ouviste as reprimendas dos sermões dominicais que te acusavam de ser templo do demônio, instrumento de perversão dos homens de Deus.
E, dizer, mulher, que, apesar de tanta injustiça, não rasgaste o livro de Gênesis nem condenaste a estrutura injusta que tenta fazer de ti um ser menor.
Pobre homem! Tanto te
teme que te amordaça!
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