Eu quis
odiar-te de todos os jeitos,
Em cada
detalhe busquei um motivo,
Não
quis respeitar-te nem como ser vivo,
Eu quis
encarar-te só vendo defeitos.
Tentei afastar-te
dos seres eleitos
Distantes
e salvos do meu duro crivo,
Busquei
dar mais força ao ego que, ativo,
Mostrava-me
apenas os teus feios feitos.
Eu quis,
sim, matar-te lá dentro da alma,
Que vívida
em mim mantinha-se calma
Dizendo-me
sempre "não podes domar-me".
Rendi-me
ao domínio da interna inimiga,
Que - mansa
- me escuta, não sofre, não briga,
E segue
te amando sem dor ... sem alarme.