

Não
receies, amor, que nos divida
Um dia
a treva de outro mundo, pois
Somos um
só, que não se faz em dois
Nem pode
a morte o que não pode a vida.
A dor não
foi em nós terra caída
Que de
repente afoga mas depois
Cede à
força das águas. Deus dispos
Que ela
nos encharcasse indissolvida.
Molhamos
nosso pão cotidiano
Na vontade
de Deus, aceita e clara,
Que nos
fazia para sempre um.
E de tal
forma o próprio ser humano
Mudou-se
em nós que nada mais separa
O que era
dois e hoje é apenas um.
Odylo
Costa, filho