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Não me arrependo de ter sido tua

Se o fui com sentimento e com ternura.

Conservo na intacta brancura

Minha alma de mulher, aberta e nua.
 
 

Não me arrependo se te dei um dia

Os versos mais felizes e risonhos

E os versos mais doídos e tristonhos

Do canto da minha mão, terna e macia.
 
 

Não me arrependo, sequer, se te dei tudo

Sem pensar no futuro, se, contudo,

Só lembrares de mim com nostalgia.
 
 

De tudo o que te dei em minha vida

Hás de guardar, bem sei, uma ferida

De teres me deixado tão vazia!
 
 


 


 

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