São muitos os detalhes do seu dorso, 
em que pretendo voltar,
deslizar, 

São tantos os trajetos pros seus seios, 
que me acostumei a seguir,
cobiçar,

São centenas os contornos da minha posse, 
que planejei reclamar,
exigir,

São milhares as grutas do seu corpo,
que necessito explorar,
prosseguir,

São dezenas as esquinas da sua nudez, que intento exigir,
penetrar,

São incontáveis as planices do seu ventre,
em que desejo estancar,
sucumbir, 

Que se mil anos tivesse em vida, 
seriam bem poucos,
pelo tanto que tenho de estudar e me empenhar,
pra descobrir.
 
 

tns.s@uol.com.br


 
 


 


 
 

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